MULTIPARENTALIDADE: voluntária X forçada

Autores

  • JOÉLIDA JULLYENE ROCHA FERREIRA FERREIRA
  • FERNANDA TEIXEIRA FREITAS

Resumo

Esta pesquisa teve por objetivo analisar a multiparentalidade e seus efeitos quando esta se der de forma voluntária ou forçada, analisando os princípios constitucionais e o advento do afeto como valor jurídico digno de proteção nos termos da Constituição Federal de 1988. E mais, apontar algumas consequências e efeitos jurídicos a partir do seu reconhecimento. A motivação para a realização da pesquisa é a realidade jurídica e constantes evoluções que se presencia no Direito da Família que apesar de estar muito presente nas famílias atuais, a paternidade/maternidade socioafetiva e principalmente a possibilidade da multiparentalidade é um tema desconhecido pela sociedade e apesar de existirem jurisprudências relacionadas ao tema e recente decisão do Supremo Tribunal Federal de repercussão geral, ainda, há lacunas que não foram arguidas por estas decisões e por não existir legislação específica sobre o tema, gera dúvidas com relação a diversos aspectos relacionados ao tema. Os efeitos decorrentes do reconhecimento da dupla paternidade/maternidade gerará uma infinidade de repercussões jurídicas, tanto de natureza moral quanto de natureza patrimonial, tanto para o filho quanto para os pais/mães, sendo necessário um estudo que contemple a abrangência destes efeitos decorridos do vínculo de filiação. Enfim, diante dos grandes benefícios que o reconhecimento da multiparentalidade pode trazer ao menor e a toda família, viu-se que quando este se der de forma forçada judicialmente poderiam surgir muitos problemas ao invés de solucioná-los.. Essa pesquisa visa demonstrar a necessidade de se ter uma legislação clara e específica sobre o tema, e que o caso devera ser analisado especificamente, não podendo ser generalizado uma decisão para todos os casos, pois cada um possui singularidades e peculiaridades próprios, onde se deve ter cuidado máximo para buscar sempre o melhor interesse do menor e de toda a família envolvida. A pesquisa realizada foi de natureza básica pois objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Já que a solução do problema foi buscada a partir da análise qualitativa, pois se preocupou com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais. Não se quantificará os valores, os dados analisados são não-métricos e se valerá de diferentes abordagens, tendo como objetivo de produzir informações aprofundadas sobre o assunto pesquisado. Quanto à abordagem foi considerada qualitativa por ter sido procedida através da análise dos conteúdos das teorias existentes publicadas, na busca da explicação do problema. Quanto à técnica utilizada considerou-se o método indutivo e pesquisas bibliográficas, partindo de verdades menores, pontuais, para generalizações e buscando explicar os problemas a partir de referências teóricas jurídicas, julgados e jurisprudências, além de fontes secundárias relacionados a pesquisa. O que se observou ao longo do trabalho foi que várias dúvidas ainda pairam na doutrina pátria sobre o assunto, vendo que há ainda um certo receio ao dizer que este reconhecimento da multiparentalidade é benéfico aos envolvidos, havendo certa cautela ao analisar o assunto de forma genérica.

 

Palavras-chave: Paternidade. Família. Filiação. Afeto. Socioafetivo Princípios constitucionais. Multiparentalidade. Posse de estado de filho.

Biografia do Autor

JOÉLIDA JULLYENE ROCHA FERREIRA FERREIRA

Bacharela em Direito. Professora na Faculdade de Direito de Ipatinga

FERNANDA TEIXEIRA FREITAS

Bacharela em Direito pela Fadipa

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Publicado

2018-12-06

Como Citar

FERREIRA, J. J. R. F., & FREITAS, F. T. (2018). MULTIPARENTALIDADE: voluntária X forçada. Revista Eletrônica De Ciências Jurídicas, 8(4). Recuperado de https://www.revista.fadipa.br/index.php/cjuridicas/article/view/293

Edição

Seção

Artigos de Revisão